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segunda-feira, 27 de junho de 2011

11º Filme: Órfãos da Tempestade

TÍTULO: Órfãos da Tempestade
TÍTULO ORGINAL: Orphans Of The Storm
ANO: 1921
DIRETOR: D. W. Griffith
DURAÇÃO: 150 min (2 horas e 30 min)

MELHOR ATOR/ATRIZ: Lilian e Dorothy Gish

     Um outro magnífico épico do memorável diretor D. W. Griffith que situa um pequena trama fictícia m um ambiente histórico real: a Revolução Francesa.
     Henriette e Louise Girard, irmãs de criação, partem rumo a Paris, na busca por uma cura para a doença que levou Louise à perda de sua visão. Na capital, as irmãs são separadas e cada uma segue um rumo trágico, sempre desejando reecontrar a outra.
     Henriette se apaixona pelo Cavalheiro, um aristocrata que vive na corte de Luís XVI - o último rei absolutista da França antes da Revolução. A jovem (interpretada pela já conhecida Lilian Gish) inicia uma busca por sua irmã perdida, encontrando ao longo da história personagens históricas importantes, como Robespierre e Danton - líderes da Revolução Francesa.
Lilian e Dorothy Gish
     O filme é repleto de cenas que marcam a queda do Absolutismo Francês pela população liderada por Robespierre e Danton. Porém, é interessante notar que a obra expõe a tirania da corte absolutista do século XVII mas também mostra como a ascenção dos revolucionários iniciou uma anarquia na França, fortemente marcada pelo caos e pela injustiça. Portanto, pode-se afirmar que D. W. Griffith não defende nenhum dos lados, mas apenas realça as consequências de cada ideologia política.

     Merecem destaque as atuações das irmãs Gish, Lilian (já bastante conhecida por filmes anteriores) e sua irmã Dorothy, que demonstrou um talento hereditário para o cinema. Ambas interpretaram perfeitamente o drama de duas irmãs separadas por uma fatalidade e que lutam constantemente por seu reencontro.
     Gostei do filme, principalmente por ser um entretenimento agradável, um passatempo para minha primeira noite de férias..Apenas acho que o desfecho teve muita tensão (até demais), extendendo o clímax por muito tempo e deixando o "final feliz" em segundo plano. Fora isso, devo apenas dizer que este foi apenas mais uma obra que consagra o célebre D. W. Griffith, que já provou em suas obras anteriores ser um excelente cineasta ainda nos primórdios do cinema.

Nota: 8,0

11 filmes assistidos. 990 pela frente...

Próximo filme: "A Sorridente Madame Beudet" (1922)

quinta-feira, 16 de junho de 2011

10º Filme: A Carruagem Fantasma


TÍTULO: A carruagem fantasma
TÍTULO ORIGINAL: Körkarlen
ANO: 1921
DIRETOR: Victor Sjöström
DURAÇÃO: 106 min (1 hora e 46 min)

MELHOR ATOR/ATRIZ: Victor Sjöström (David Holm)


     Um dos primeiros thrillers do cinema! Inaugurando o cinema sueco, "A Carruagem Fatasma" é uma obra-prima que retrata o drama vivido por um alcoólatra autodestrutivo, que apenas se dirige amargamente aos outros, o que o tranforma em uma pessoa fria e miserável.
     David, nosso protagonista vivido pelo próprio diretor do filme, tem sérios problemas com o álcool, o que o distancia de sua mulher e filhos. Após ser libertado da prisão, descobre que sua família o abandonou. David passa a viajar por toda a Suécia à procura deles, até encontrar Irmã Edit, uma jovem moça que faz de tudo para convertê-lo em um bom cidadão.
     O filme é composto por 5 partes, sendo a segunda a minha predileta. Nela, David conta a seus companheiros a lenda da Carruagem Fantasma, onde um cocheiro da Morte tem a incumbência de coletar as almas dos que estão para morrer. De acordo com ele, a última pessoa a morrer na virada do ano terá de guiar a Carruagem por um ano. Após se envolver em uma briga, David morre e descobre da pior maneira que sua lenda pode ser real e que ele pode ser o próximo ceifador de almas. Então David passa por uma retrospectiva de sua vida e percebe o quanto as pessoas ao seu redor sofreram por sua causa.
Victor Sjöström (David Holm)
     O que mais me impressionou no filme foram as técnicas utilizadas para representar um mundo fantasmagórico, onde o real se fundo com a realidade das almas perdidas. Há uma série de sobreexposição de imagens que tornam essa separação do corpo físico e do espírito.
     Qualquer filme que mostra uma "alma" saindo de um corpo morto deve essa ideia à "A Carruagem Fatasma". Foi esse filme que inaugurou a ideia.
     O filme acima de tudo, apresenta um ar soturno, com uma música de fundo muito sombria que lhe dá um tom de "terror".

     Victor Sjöström, além de dirigir o filme, interpreta os problemas vividos por David de maneira excelente. Merece o título de melhor ator para a obra.

     Gostei muito de assistir ao filme por todos os motivos citados anteriormente. Uma excelente obra do cinema sueco, pouco conhecido pelo mundo.
David e o cocheiro

Nota:
9,0

10 filmes assistidos. 991 pela frente...




Próximo filme: "Órfãos da Tempestade" (1921) - outro filme do consagrado D. W. Griffith.