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terça-feira, 19 de julho de 2011

16º Filme: Häxan - A Feitiçaria Através dos Tempos

TÍTULO: Häxan - A Feitiçaria Através dos Tempos
TÍTULO ORIGINAL: Häxan
ANO: 1923
DIRETOR: Benjamin Christensen
DURAÇÃO: 105 min (1 hora e 45 min)

MELHOR ATOR/ATRIZ: nenhum


     Primeiramente, gostaria de pedr desculpas a todos que acompanham o blog por minha ausência nessas últimas semanas. Desejo apenas ressaltar que agora voltarei ao ritmo normal com minha proposta.
     Ao assistir Häxan, fiquei um tanto sem palavras para descrever a obra. Ela é um misto de documentário com terror, repleto de cenas chocantes e com uma mensagem final que nos deixa com um ponto de interrogação pairando no ar.
     O narrador (mudo) procura apresentar ao telespectador os mitos e as crenças no sobrenatural através dos tempos, desde a Antiguidade até a época da produção do filme. Por meio de encenações que mesclam o real com o fantasioso, somadas à relatos históricos e impressionantes efeitos visuais, Christensen compõe a obra que o inicia no mundo do cinema.
O demônio retratado no filme
     Häxan pode ser classificado como um gênero do terror primitvo, já que influenciou muitas obras futuras de temática sobrenatural, como O Exorcista. Nele, vemos um conflito entre o adoradores do demônio e a Igreja, que busca através da Inquisição eliminar bruxas e aqueles que realizam cultos satânicos. Portanto, vemos na obra explicações bem representadas de maldições, torturas, execuções, orgias demoníacas e etc.
     O filme é dividido em 7 capítulos, cada um contendo parte de uma história fictícia criada para retratar o demônio e seus terríveis atos, bem como a intolerância católica frente ao sobrenatural e seus métodos nada agradáveis para expurgar o mal.

     Devo confessar que levei um tempo para ver o filme, já que comecei a assistí-lo há algumas semanas mas não suportei ver mais de 20 minutos, tamanha era a monotonia. No entanto, decidi terminá-lo logo para poder prosseguir com o próximo filme e percebi que Häxan não era tão ruim quanto havia julgado ser antes. Achei uma obra com um tema muito discutido atualmente e com figurinos, maquiagens e demais efeitos visuais impressionantes para a época. Häxan desafiou o cinema convencional e talvez por isso tenha permanecido até hoje como um clássico do cinema mudo.

Nota: 7,0

16 filmes vistos. 985 pela frente ainda...

Próximo filme: Esposas Ingênuas (1922)

domingo, 3 de julho de 2011

14º Filme: Nanook, O Esquimó


TÍTULO: Nanook, o esquimó
TÍTULO ORIGINAL: Nanook Of The North
ANO: 1922
DIRETOR: Robert J. Flaherty
DURAÇÃO: 77 min (1 hora e 17 min)

MELHOR ATOR/ATRIZ: nenhum


     Um filme curto, sem enredo e essencialmente verídico define um documentário. "Nanook, O Esquimó" apresenta todas essas características ao nos apresentar Nanook e sua família, que vivem no extremo norte do Alasca. A história busca retratar o cotidiano dessa família que luta para sobreviver em uma natureza hostil, com condições climáticas esmagadoras.
     Cenas de caça, construção de iglu, navegação em mares congelados e a incessante busca por comida em uma região onde há escassez de alimentos. Ao assistir, fiquei chocado com o fato de o ser humano conseguir suprir suas necessidades com a menor quantidade de recursos da natureza: Nanook usa vegetações rasteiras como combustível para fogueiras; óleo de baleia como manteiga e um pedaço de lago congelado como janela para seu iglu.

     É interessante compreender todos os problemas pelos quais a equipe de produção passou para poder cocluir o filme. O diretor Robert Flaherty, em uma de suas expedições ao Ártico, decidiu levar sua câmera e lá passou a gravar cenas cotidianas e paisagens. Após concluir uma série de gravações, Flaherty retorna ao continente e passa a exibir suas compilações em salas privadas. Porém, uma bituca de cigarro jogada acidentalmente queima todos os 9 mil metros de negativo  da obra de Flaherty. O diretor, então, retorna ao Alasca, mas dessa vez decide ficar seu trabalho na vida da família de Nanook, o que resulta na obra atual.

     Confesso que ao descobrir que se tratava de um documentário, fiquei um tanto receoso se iria gostar ou não do filme. No entanto, achei "bonzinho". Não foi a melhor obra mas me agradou em certos momentos. O que me incomodava era o fato de estar assistindo algo que, por não possuir enredo, não teria um "Começo-Meio-Fim", mas apenas uma compilação de cenas rotineiras (que não "levam a lugar nenhum").

Nota: 6,5

14 filmes completos. 987 ainda pela frente.

Próximo filme: "Nosferatu, Uma Sinfonia do Horror" (1922) - este sim um filme sobre vampiros (ao contrário de Les Vampires)..