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domingo, 4 de dezembro de 2011

26º Filme: O Fantasma da Ópera

TÍTULO: O Fantasma da Ópera
TÍTULO ORIGINAL: The Phantom Of The Opera
ANO: 1925
DIRETOR: Rupert Julian/Lon Chaney
DURAÇÃO: 104 min (1 hora e 44 min)

MELHOR ATOR/ATRIZ: Lon Chaney (Erik/O Fantasma)



     "O Fantasma da Ópera", baseado no livro homônimo do escritor francês Gaston Leroux, sempre foi uma de minhas histórias favoritas e confesso que estava ansioso para chegar até este filme. No entanto, a primeira adaptação do livro foi decepcionante em muitos aspectos.

     O filme conta com cenários impressionantes da Universal Pictures, como o vasto submundo da Ópera de Paris, mas deixa a desejar com atuações "vazias", sem emoção e dotadas de exagero, salvo o antagonista Erik, interpretado por Lon Chaney de forma excelente.
     A história se passa na Ópera de Paris, palco de grandes produções teatrais que atraem a elite parisiense do século XIX. Nos bastidores, surge a lenda do famoso Fantasma da Ópera que reside nos subterrâneos do teatro e que desenvolve uma fascinação pela jovem Christine Daae - interpretada pela irritante Mary Philbin. Há ainda a presença do insosso heroi Raoul, namorado de infância de Christine e que não tem função nenhuma na trama.
Lon Chaney como o Fantasma da Ópera
     Erik, a verdadeira identidade do Fantasma, é uma criatura atormentada que vive escondido na escuridão do subsolo, longe das constantes humilhações sofridas em sua infância por causa de seu rosto deformado. Erik usa uma máscara que o caracteriza como O Fantasma e é interpretado brilhantemente pelo ator e co-diretor Lon Chaney.
    Essa é considerada a mais fiel adaptação da obra de Gaston Leroux, porém, em minha opinião, é muito inferior à versão musical de Andrew Lloyd Webber de 2004, que apresenta Gerard Butler no papel do Fantasma e Minnie Driver como a pomposa Carlotta. Mesmo com a presença de Lon Chaney e dos cenários da Universal Pictures, o filme continua sendo uma obra trash. Contudo uma cena que me impressionou foi o uso de Technicolor de duas cores na cena do baile de máscaras, caracterizando a primeira cena colorida na história dos 1001 Filmes.



Baile de Máscaras: a única cena colorida do filme


Nota: 4,0

26 filmes vistos: 975 ainda pela frente...

Próximo filme: "O Encouraçado Potemkin" (1925)

terça-feira, 15 de novembro de 2011

23º Filme: Sherlock Jr.


TÍTULO: Sherlock Jr.

TÍTULO ORIGINAL: Sherlock Jr.
ANO: 1924
DIRETOR: Roscoe Arbuckle/Buster Keaton
DURAÇÃO: 44 min

MELHOR ATOR/ATRIZ: Buster Keaton (Sherlock Jr.)




     Considerado o menor longa-metragem de Keaton, Sherlock Jr. é uma excelente obra, com uma trama simples mas muito bem elaborada e com efeitos óticos que maravilham o mais cético dos espectadores.
     No plano da realidade, vemos nosso protagonista - um projecionista e aspirante a detetive - que é acusado injustamente de roubar o pai de sua namorada. O verdadeiro ladrão é um outro pretendente da jovem que arma uma maneira de incriminar o pobre projecionista. No trabalho, o protagonista adormece e adentra o plano do fantasioso, onde consegue entrar em uma tela de cinema em uma fantástica sequência de efeitos visuais e se tornar Sherlock Jr - o segundo melhor detetive do mundo, cuja função é descobrir quem é o culpado pelo roubo de um colar de pérolas.
     Nessa curta obra de 44 minutos, Buster Keaton consegue divertir o espectador com sequências rápidas e acrobacias impressionantes, numa das quais ele conseguiu fraturar seu pescoço sem perceber. Trocas de cenário, expressões faciais típicas e  gags próprias de Keaton contribuem para o ar divertido e simples que suas obras proporcionam ao espectador.
     Em uma análise psicológica, "Sherlock Jr." adota uma temática mais complexa, refletindo sobre o tema do duplo, onde o protagonista busca obter sucesso no plano imaginário, uma vez que não é capaz de atingi-lo na realidade comum.
     Diverti-me muito ao assistir este filme que superou minhas expectativas. Uma obra mais cômica que "Nossa Hospitalidade" e, por sua vez, precursora de muitos efeitos especiais e situações humorísticas que abririam espaço futuramente para seus sucessores do gênero da comédia.

Nota: 9,5

23 filmes vistos: 978 pela frente...


Próximo filme: "A Última Gargalhada" (1924)

22º Filme: Ouro e Maldição

TÍTULO: Ouro e Maldição
TÍTULO ORIGINAL: Greed
ANO: 1924
DIRETOR: Erich von Stroheim
DURAÇÃO: 234 min (3 horas e 54 min)

MELHOR ATOR/ATRIZ: Zasu Pitts (Trina Sieppe)


     Baseado no romance "McTeague" de Frank Norris, "Ouro e Maldição" é a segunda obra de Erich von Stroheim a figurar na lista dos 1001 Filmes. Ao contrário de "Esposas Ingênuas", esta narrativa apresenta uma trama muito bem elaborada, fielmente adaptada ao romance de Norris, com a bela atuação de Zasu Pitts,que interpreta a gananciosa Trina.

       A história da produção deste filme é curiosa, pois o projeto inicial do diretor era de aproximadamente 9 horas. Após a ajuda de um amigo, Stroheim conseguiu reduzir o longa para 18 rolos, ou seja 4 horas de duração. Seu resultado final foi então tirado de suas mãos e entregue a um montador que o reduziu para 140 minutos (2 horas e 20 min), o que Stroheim considerou como "uma mutilação de seu trabalho sincero pelas mãos dos executivos da MGM". Posteriormente, em 1999, um restaurador reeditou o filme para as 4 horas que Stroheim tanto queria. Essa reconstituição foi feita a partir de stills da produção original e do roteiro de filmagem de Von Stroheim.

A gananciosa Trina
       A trama gira em torno da ascenção e queda do dentista John "Mac" McTeague, que deixou sua cidadezinha mineradora para se tornar dentista em São Francisco. Lá ele conhece Marcus, seu amigo e futuro rival e Trina, por quem se apaixona. McTeague se casa com Trina e esta ganha na loteria, levando ambos à uma prosperidade plena. No entanto, a ganância sobe à cabeça de Trina que começa a poupar cada dinheiro de sua renda, enquanto McTeague tem sua licença para praticar odontologia negada, o que significa o fim de sua carreira e um desemprego que acabaria com a felicidade do casal. Trina torna-se cada vez mais gananciosa e Mac cai em uma espiral massacrante de bebedeira e violência à mulher.
         
Uma das cenas mais famosas do filme é a de Trina despejando todo seu ouro na cama e deitando-se sobre ele, seu bem mais precioso. Paralelamente ao enredo inicial, há pequenas histórias de vizinhos e conhecidos que complementam a história como humor e suspense.

A impressionante cena final de "Ouro e Maldição"
no Vale da Morte
      "Ouro e Maldição" é uma verdadeira roda da fortuna para McTeague e sua mulher, que iniciam sua vida de casal com uma estabilidade financeira mas terminam em um desfecho amargo no Vale da Morte, uma região desértica da Califórnia. 
      Particularmente, não achei um filme ruim, embora seja extenso. Devo confessar que estava meio receoso de assistir a um segundo filme de Von Stroheim depois de minha experiência com "Esposas Ingênuas", mas achei esta narrativa interessante que explora excepcionalmente a influência devastadora do capital na vida de um casal feliz. A versão a que assisti é a reconstituição de 1999,que contém sequências colorizadas, principalmente em todas as imagens que apresentam o ouro como uma reluzente preciosidade.


O ouro reluzente, colorizado na reconstituição de 1999

Nota: 8,0

22 filmes vistos: 979 ainda por vir...

Próximo filme: "Sherlock Jr." (1924), outro clássico de Buster Keaton.









domingo, 13 de novembro de 2011

20º Filme: O Ladrão de Bagdá


TÍTULO: O Ladrão de Bagdá
TÍTULO ORIGINAL: The Thief of Bagdad
ANO: 1924
DIRETOR: Douglas Fairbanks
DURAÇÃO: 140 min (2 horas e 20 min)

MELHOR ATOR/ATRIZ: Anna May Wong (escrava mongol)


  "O Ladrão de Bagdá" é sem dúvida alguma o filme mais impressionante de todos os vistos até agora em termos de cenografia. Filmado em uma locação de 6,5 acres - a maior da história de Hollywood - , Fairbanks construiu uma narrativa com efeitos especiais impressionantes para a época. Na obra, constam tapetes voadores, cavalos alados, efeitos de invisibilidade, cordas mágicas, palácios submarinos e montros míticos.
     A história se passa em Bagdá e é focada na vida do ladrão Ahmed, cujo divertimento é roubar as pessoas com seus truques e astúcia. Ahmed então se apaixona pela princesa do império, assim como ela por ele. Dá-se início então uma competição entre príncipes pela mão da jovem princesa em casamento. Cada pretendente deve partir em busca de um tesouro raro para poder conquistá-la. Ahmed, mesmo não pertencendo à realeza também entra na disputa, que marca o começo de uma magnífica odisseia na história do cinema.
     Merecem destaque ainda as impressionantes cenas com os exércitos gigantescos, precursores dos de O Senhor dos Aneis, e ainda a invasão do Império Mongol sobre a cidade de Bagdá.
    Tenho apenas uma crítica quanto ao enredo da história: se subtrairmos o figurino, a cenografia e o contexto histórico, obteremos uma história de amor entre um rapaz pobre e uma jovem princesa, algo que já se tornou muito comum e clichê na história do cinema, principalmente em Hollywood. Podemos encontrar diversos exemplos desse tipo de romance na telas nos mais variados contextos históricos e cenários.

"A felicidade deve ser merecida"


Nota: 8,5

20 filmes vistos: 981 pela frente...

Próximo filme: "A Greve" (1924)

sexta-feira, 22 de julho de 2011

17º Filme: Esposas Ingênuas

TÍTULO: Esposas Ingênuas
TÍTULO ORIGINAL: Foolish Wives
ANO: 1922
DIRETOR: Erich von Stroheim
DURAÇÃO: 121 min (2 horas e 21 min)

MELHOR ATOR/ATRIZ: nenhum



     "Esposas Ingênuas" foi o primeiro filme a ultrapassar o orçamento de US$ 1 milhão e, com certeza, foi o primeiro da lista a me deixar 100% entediado! Personagens mal representadas, gastos excessivos em cenário, trama pobre e um profundo desgosto pelo protagonista são alguns dos fatores que contribuíram para as minhas impressões da obra.
     A história se passa em Monte Carlo, onde Conde Karamzim e suas primas Olga e Vera Petchnikoff se fazem passar por membros da alta aristocracia russa para aplicar golpes financeiros em inocente mulheres casadas. A vítima do filme é a Sra. Hughes, casada com um embaixador americano em Mônaco.
Erich von Stroheim, como Conde Karamzim
     É interessante de se notar que durante a produção do filme, o ator que interpreta o embaixador morre de pneumonia. Por isso, sua personagem aparece metade do filme de costas, representada por um substituto. Porém, as cenas contém muitas falhas ao longo da obra o que lhe dá um ar de ridículo e pobre em conteúdo. Não recomendo!
     Não pude deixar de notar como o protagonista Sergius Karamzim - interpretado pelo próprio diretor - me irritava cada vez mais com passar dos minutos. Talvez fosse seu ar arrogante ou sua má atuação, mas de acordo com algumas pesquisas que fiz na internet, descobri que von Stroheim era uma pessoa difícil de lidar no set de filmagens e que ele foi o responsável pelos altos gastos com a produção.

Nota: 1,0

17 filmes vistos. 984 pela frente...

Próximo filme: "Nossa Hospitalidade" (1923)

domingo, 3 de julho de 2011

14º Filme: Nanook, O Esquimó


TÍTULO: Nanook, o esquimó
TÍTULO ORIGINAL: Nanook Of The North
ANO: 1922
DIRETOR: Robert J. Flaherty
DURAÇÃO: 77 min (1 hora e 17 min)

MELHOR ATOR/ATRIZ: nenhum


     Um filme curto, sem enredo e essencialmente verídico define um documentário. "Nanook, O Esquimó" apresenta todas essas características ao nos apresentar Nanook e sua família, que vivem no extremo norte do Alasca. A história busca retratar o cotidiano dessa família que luta para sobreviver em uma natureza hostil, com condições climáticas esmagadoras.
     Cenas de caça, construção de iglu, navegação em mares congelados e a incessante busca por comida em uma região onde há escassez de alimentos. Ao assistir, fiquei chocado com o fato de o ser humano conseguir suprir suas necessidades com a menor quantidade de recursos da natureza: Nanook usa vegetações rasteiras como combustível para fogueiras; óleo de baleia como manteiga e um pedaço de lago congelado como janela para seu iglu.

     É interessante compreender todos os problemas pelos quais a equipe de produção passou para poder cocluir o filme. O diretor Robert Flaherty, em uma de suas expedições ao Ártico, decidiu levar sua câmera e lá passou a gravar cenas cotidianas e paisagens. Após concluir uma série de gravações, Flaherty retorna ao continente e passa a exibir suas compilações em salas privadas. Porém, uma bituca de cigarro jogada acidentalmente queima todos os 9 mil metros de negativo  da obra de Flaherty. O diretor, então, retorna ao Alasca, mas dessa vez decide ficar seu trabalho na vida da família de Nanook, o que resulta na obra atual.

     Confesso que ao descobrir que se tratava de um documentário, fiquei um tanto receoso se iria gostar ou não do filme. No entanto, achei "bonzinho". Não foi a melhor obra mas me agradou em certos momentos. O que me incomodava era o fato de estar assistindo algo que, por não possuir enredo, não teria um "Começo-Meio-Fim", mas apenas uma compilação de cenas rotineiras (que não "levam a lugar nenhum").

Nota: 6,5

14 filmes completos. 987 ainda pela frente.

Próximo filme: "Nosferatu, Uma Sinfonia do Horror" (1922) - este sim um filme sobre vampiros (ao contrário de Les Vampires)..

segunda-feira, 27 de junho de 2011

11º Filme: Órfãos da Tempestade

TÍTULO: Órfãos da Tempestade
TÍTULO ORGINAL: Orphans Of The Storm
ANO: 1921
DIRETOR: D. W. Griffith
DURAÇÃO: 150 min (2 horas e 30 min)

MELHOR ATOR/ATRIZ: Lilian e Dorothy Gish

     Um outro magnífico épico do memorável diretor D. W. Griffith que situa um pequena trama fictícia m um ambiente histórico real: a Revolução Francesa.
     Henriette e Louise Girard, irmãs de criação, partem rumo a Paris, na busca por uma cura para a doença que levou Louise à perda de sua visão. Na capital, as irmãs são separadas e cada uma segue um rumo trágico, sempre desejando reecontrar a outra.
     Henriette se apaixona pelo Cavalheiro, um aristocrata que vive na corte de Luís XVI - o último rei absolutista da França antes da Revolução. A jovem (interpretada pela já conhecida Lilian Gish) inicia uma busca por sua irmã perdida, encontrando ao longo da história personagens históricas importantes, como Robespierre e Danton - líderes da Revolução Francesa.
Lilian e Dorothy Gish
     O filme é repleto de cenas que marcam a queda do Absolutismo Francês pela população liderada por Robespierre e Danton. Porém, é interessante notar que a obra expõe a tirania da corte absolutista do século XVII mas também mostra como a ascenção dos revolucionários iniciou uma anarquia na França, fortemente marcada pelo caos e pela injustiça. Portanto, pode-se afirmar que D. W. Griffith não defende nenhum dos lados, mas apenas realça as consequências de cada ideologia política.

     Merecem destaque as atuações das irmãs Gish, Lilian (já bastante conhecida por filmes anteriores) e sua irmã Dorothy, que demonstrou um talento hereditário para o cinema. Ambas interpretaram perfeitamente o drama de duas irmãs separadas por uma fatalidade e que lutam constantemente por seu reencontro.
     Gostei do filme, principalmente por ser um entretenimento agradável, um passatempo para minha primeira noite de férias..Apenas acho que o desfecho teve muita tensão (até demais), extendendo o clímax por muito tempo e deixando o "final feliz" em segundo plano. Fora isso, devo apenas dizer que este foi apenas mais uma obra que consagra o célebre D. W. Griffith, que já provou em suas obras anteriores ser um excelente cineasta ainda nos primórdios do cinema.

Nota: 8,0

11 filmes assistidos. 990 pela frente...

Próximo filme: "A Sorridente Madame Beudet" (1922)

quarta-feira, 15 de junho de 2011

9º Filme: Within Our Gates


TÍTULO: Dentro de nossos portões (tradução literal)
TÍTULO ORIGINAL: Within our gates
ANO: 1920
DIRETOR: Oscar Micheaux
DURAÇÃO: 77 min (1 hora e 17 min)

MELHOR ATOR/ATRIZ: nenhum

     Considerado o filme mais antigo a ser dirigido por um afro-americano, "Within Our Gates" explora amplamente o preconceito vivido pelos negros no início do século XX, mesmo após o fim da Guerra Civil.
     O filme narra a história de Sylvia Landry, uma jovem que após ser acusada pelo noivo de traição, muda-se para o Sul, onde se dedica a ensinar crianças negras que  não tinham condições de frequentar escolas. Porém, quando a escola ameaça falir, Sylvia retorna ao Norte em busca de doações para salvar a escola.
     Após assistir o filme, decepcionei-me um pouco, visto que mesmo o filme abordando a temática do "racismo", ele é pobre em enredo. Achei um pouco frustrante, talvez futuramente eu mude minha opinião, mas    creio que a obra apenas está na lista por ser o 1º filme de que se tem conhecimento a ser dirigido por um negro. Em determinados momentos, senti sono e tive vontade de parar, mas isso iria contra a proposta desse blog. Houve momentos em que eu me perdi e não conseguia diferenciar as personagens.

     Enfim, não está na minha lista de melhores filmes vistos, porém não foi nenhum martírio assistí-lo. Notei uma certa semelhança com "O Nascimento de Uma Nação", embora o foco no preconceito seja em um ponto de vista contrário.

Nota: 3,5

9 vistos. 992 ainda por vir...

Próximo filme: "A Carruagem Fantasma" (1921)

domingo, 12 de junho de 2011

8º Filme: Inocente Pecadora


TÍTULO: Inocente Pecadora
TÍTULO ORGINAL: Way Down East
ANO: 1920
DIRETOR: D. W. Griffith
DURAÇÃO: 145 min (2 horas e 25 min)

MELHOR ATOR/ATRIZ: Lillian Gish


     D. W. Griffith nos surpreende novamente com um maravilhoso filme, digno de ser um dos "1001 Filmes". Cenários impressionantes, atuações marcantes e um final carregado de tensão.
      Em "Inocente Pecadora", Griffith nos apresenta a vida de Anna Moore, uma jovem ingênua que é seduzida por Lennox Sanderson, um aristocrata que diz-se apaixonado pela moça, ao ponto de pedi-la em casamento. Sanderson engana Anna com um falso casamento e a abandona, deixando-lhe um filho. Anna então passa a cuidar de seu filho doente até sua morte. Após ser expulsa da pensão onde estava, a moça se abriga na casa da família Squire, onde se apaixona pelo filho mais velho, David. Porém o passado volta a assombrar a protagonista, quando ela descobre que Sanderson é o vizinho da família Squire.
Cena da tempestade: o clímax do filme
    
     O que mais me intrigou no filme é o fato de este ser o primeiro da lista a apresentar efeitos sonoros simples, como uma batida na porta ou um prato quebrando.
     Lillian Gish mais uma vez mostra ser uma talentosa atriz, com expressões incríveis e sempre representando a "mocinha " dos épicos de Griffith.
     O filme ainda tem um momento máximo de tensão em seus minutos finais, quando a jovem - a fim de se livrar do tormento de sua vida - aventura-se em uma forte nevasca e procura morrer em um rio congelado.
     De longe o melhor filme de D. W. Griffith até agora. Não há pontos negativo ou críticas a se fazer quanto à obra. Um excelente filme, recomendado a todos os amantes de cinema. Um verdadeiro clássico.

Nota: 9,5


8 filmes vistos. 993 ainda por vir...

Próximo filme: "Within Our Gates" (1920)
   

terça-feira, 7 de junho de 2011

6º Filme: Lírio Partido


TÍTULO: Lírio Patido
TÍTULO ORIGINAL: Broken Blossoms
ANO: 1919
DIRETOR: D. W. Griffith
DURAÇÃO: 89 min (1 hora e 28 min)

MELHOR ATOR/ATRIZ: Lilian Gish (A Garota)


     "Lírio Partido" é um bom drama, curto com uma estonteante atuação de Lilian Gish que interpreta a mocinha da trama. O filme narra a relação criada entre uma jovem que é maltratada pelo pai, um boxeador, e um rapaz que veio da China para pregar as palavras de paz de Buda.

     É uma história trágica, situada na Inglaterra marcada então pelo comércio de ópio. O próprio rapaz - descrito apenas como "O Homem Amarelo" - recorre ao uso de ópio quando percebeu que nem mesmo os ensinamentos de Buda seriam suficientes para trazer a paz ao Ocidente.

Lilian Gish (Lucy Burrows)
   
     Por ser uma obra curta, assisti o filme sem muito esforço (ao contrário de "Os Vampiros") e me impressionei com a atuação de Lilian Gish, que até então não havia demonstrado um potencial para atriz. Sua personagem comove a todos e impressiona por sua excelente performance diatnte das câmeras, principalmente nas cenas de conflito com seu violento pai.



Nota: 7,8
6 filmes vistos, rumo aos próximos 995


Próximo filme: "O Gabinete do Doutor Caligari" (1919) - outro filme de curta duração...

segunda-feira, 6 de junho de 2011

5º Filme: Intolerância

TÍTULO: Intolerância
TÍTULO ORIGINAL: Intolerance
ANO: 1916
DIRETOR: D. W. Griffith
DURAÇÃO: 177 min (2 horas e 57 min)

MELHOR ATOR/ATRIZ: Constance Talmadge (Garota das Montanhas)

 De todos os filmes até agora, Intolerância supera todos. Adorei a trama repleta de momentos dramáticos e estruturada em 4 histórias independentes que se intercomunicam por um único fator em comum: a intolerância.

     A primeira das histórias se passa na época em que o filme foi feito ("A História Moderna"), onde a Queridinha e Rapaz, seu amado, tentam se manter unidos enquanto ele é acusado de um crime que não cometeu e ela luta para lidar com a ausência do pequeno filho, que lhe foi tomado dos braços.
Constance Talmadge
(Garota das Montanhas)
     A segunda trama trata da invasão dos Persas sobre o Império Babilônio. A Garota das Montanhas, apaixonada pelo rei Bellshazzar, é a responsável por alertar o Império sobre o ataque persa.
     Os milagres e a crucificação de Cristo compõem o terceiro enredo, bastante marcado pela intolerância contra Jesus e sua doutrina em ascenção.
     A quarta história é focada no massacre contra os protestantes franceses (Huguenotes) durante o Dia de São Bartolomeu, na França do século XVI. A família real francesa, católica, decide perseguir todos os huguenotes do reino. Na minha opinião é a mais violenta de todas as história, sendo este um dos primeiros filmes a retratar cenas com sangue e assassinatos à sangue frio.

     O filme me impressionou por sua simplicidade moral e complexidade nos enredos. Definitivamente, uma obra bem melhor que "O Nascimento de Uma Nação", do mesmo diretor. Na verdade, "Intolerância" foi realizado em resposta às más críticas que D. W. Griffith recebera por "O Nascimento de Uma Nação".
Império Babilônio no filme
     
     Um verdadeiro épico, com vestimentas próprias de cada época e um cenário deslumbrante.
     O filme ainda conta com a participação de Lillian Gish, a moça que balança o berço, responsável pela transição entre as histórias paralelas.


Nota: 8,0
5 filmes assistidos, 996 pela frente ainda...

Próximo filme: "Lírio Partido" (1919) -  também de D.W. Griffith...

terça-feira, 31 de maio de 2011

3º Filme: O Nascimento de Uma Nação (1915)


TÍTULO: O nascimento de uma nação
TÍTULO ORIGINAL: The birth of a nation
ANO: 1915
DIRETOR: D. W. Griffith
DURAÇÃO: 194 min (3 horas e 14 min)

     O filme narra um momento em que os Estados Unidos se encontravam divididos entre Norte (republicanos abolicionistas) e Sul (escravocratas). Em meio a essa situação histórica, há o drama de duas famílias, os Cameron (do Sul) e os Stoneman (do Norte).
     Com o desenrolar da trama, Elsie Stoneman, filha do vice-presidente, visita a família Cameron, junto com seus irmãos. Lá, Ben Cameron se apaixona por ela, enqunto Margaret Cameron se apaixona pelo irmão mais velho de Elsie.
     Com o fim da guerra, e a ascenção dos direitos dos negros sulistas, os brancos se sentem oprimidos. Pode-se entender como uma vingança dos negros por tantos anos de submissão aos brancos. As desavenças entre brancos e negros se intensifica com o passar da história, envolvendo mortes em ambos os lados. Ben Cameron decide tomar atitudes e fundar a Ku Klux Klan, sociedade muitas vezes considerada preconceituosa por cometer atos de violência contra afro-americanos. Logo, a ordem adquire muitos seguidores, prontos para combater a opressão por parte dos negros. Vitoriosa, a KKK impede que os negros votem nas eleições, assegurando a "supremacia ariana".

Cena da Ku Klux Klan oprimindo negros
     É interessante ressaltar que o filme pode ser considerado racista, uma vez que defende a segregação racial e o ódio ao negro, dando uma característica de "heroi" à Ku Klux Klan. O filme ainda envolve cenas históricas, como a vitória do Norte sobre o Sul e o assassinato do Presidente Lincoln.

     Minhas impressões? Filme longo, difícil de engolir, monótono, um saco. Mesma lenga-lenga o filme inteiro, musiquinhas que entram na cabeça grudam na memória, fazendo você lembrá-las para sempre! Não é algo que gostaria de rever, mas valeu por ser uma experiência interessante. Já que são 1001 filmes, não espero que todos sejam bons.

Nota: 5,5

3 já foram. restam 998!

Próximo filme: "Les Vampires" (1915) - simplesmente o mais longo de todos (apenas 6 horas e 40 minutos).

domingo, 29 de maio de 2011

2º Filme: O Grande Roubo de Trem (1903)


TÍTULO: O grande roubo de trem

TÍTULO ORIGINAL: The great train robbery
ANO: 1903
DIRETOR: Edwin S. Porter
DURAÇÃO: 9 min

     Outro filme muito curto, com uma trama bem simples. Conta a história de quatro ladrões que assaltam um trem, rendem o maquinista e tomam posse do trem. Os assaltantes mantém todos os passageiros reféns e quando um deles tenta escapar, é morto, baleado. Após abandonarem a locomotiva, os ladrões fogem a cavalo. Enquanto isso uma menina passageira encontra o maquinista do trem amarrado e chama o xerife, que lidera uma busca pelos assaltantes. O xerife os encontra e todos os assaltantes são mortos em um combate no meio da floresta.

     Filme simples, sem muitos efeitos e de fácil entendimento. Precursor do famosos "bang bang" do século XX.

Nota: 7,0


999 ainda pela frente..

Próximo filme: "O Nascimento de Uma Nação" (1915)