TÍTULO ORIGINAL: Häxan
ANO: 1923
DIRETOR: Benjamin Christensen
DURAÇÃO: 105 min (1 hora e 45 min)
MELHOR ATOR/ATRIZ: nenhum
Primeiramente, gostaria de pedr desculpas a todos que acompanham o blog por minha ausência nessas últimas semanas. Desejo apenas ressaltar que agora voltarei ao ritmo normal com minha proposta.
Ao assistir Häxan, fiquei um tanto sem palavras para descrever a obra. Ela é um misto de documentário com terror, repleto de cenas chocantes e com uma mensagem final que nos deixa com um ponto de interrogação pairando no ar.
O narrador (mudo) procura apresentar ao telespectador os mitos e as crenças no sobrenatural através dos tempos, desde a Antiguidade até a época da produção do filme. Por meio de encenações que mesclam o real com o fantasioso, somadas à relatos históricos e impressionantes efeitos visuais, Christensen compõe a obra que o inicia no mundo do cinema.
| O demônio retratado no filme |
O filme é dividido em 7 capítulos, cada um contendo parte de uma história fictícia criada para retratar o demônio e seus terríveis atos, bem como a intolerância católica frente ao sobrenatural e seus métodos nada agradáveis para expurgar o mal.
Devo confessar que levei um tempo para ver o filme, já que comecei a assistí-lo há algumas semanas mas não suportei ver mais de 20 minutos, tamanha era a monotonia. No entanto, decidi terminá-lo logo para poder prosseguir com o próximo filme e percebi que Häxan não era tão ruim quanto havia julgado ser antes. Achei uma obra com um tema muito discutido atualmente e com figurinos, maquiagens e demais efeitos visuais impressionantes para a época. Häxan desafiou o cinema convencional e talvez por isso tenha permanecido até hoje como um clássico do cinema mudo.
Nota: 7,0
16 filmes vistos. 985 pela frente ainda...
Próximo filme: Esposas Ingênuas (1922)
