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sexta-feira, 22 de julho de 2011

17º Filme: Esposas Ingênuas

TÍTULO: Esposas Ingênuas
TÍTULO ORIGINAL: Foolish Wives
ANO: 1922
DIRETOR: Erich von Stroheim
DURAÇÃO: 121 min (2 horas e 21 min)

MELHOR ATOR/ATRIZ: nenhum



     "Esposas Ingênuas" foi o primeiro filme a ultrapassar o orçamento de US$ 1 milhão e, com certeza, foi o primeiro da lista a me deixar 100% entediado! Personagens mal representadas, gastos excessivos em cenário, trama pobre e um profundo desgosto pelo protagonista são alguns dos fatores que contribuíram para as minhas impressões da obra.
     A história se passa em Monte Carlo, onde Conde Karamzim e suas primas Olga e Vera Petchnikoff se fazem passar por membros da alta aristocracia russa para aplicar golpes financeiros em inocente mulheres casadas. A vítima do filme é a Sra. Hughes, casada com um embaixador americano em Mônaco.
Erich von Stroheim, como Conde Karamzim
     É interessante de se notar que durante a produção do filme, o ator que interpreta o embaixador morre de pneumonia. Por isso, sua personagem aparece metade do filme de costas, representada por um substituto. Porém, as cenas contém muitas falhas ao longo da obra o que lhe dá um ar de ridículo e pobre em conteúdo. Não recomendo!
     Não pude deixar de notar como o protagonista Sergius Karamzim - interpretado pelo próprio diretor - me irritava cada vez mais com passar dos minutos. Talvez fosse seu ar arrogante ou sua má atuação, mas de acordo com algumas pesquisas que fiz na internet, descobri que von Stroheim era uma pessoa difícil de lidar no set de filmagens e que ele foi o responsável pelos altos gastos com a produção.

Nota: 1,0

17 filmes vistos. 984 pela frente...

Próximo filme: "Nossa Hospitalidade" (1923)

domingo, 3 de julho de 2011

15º Filme: Nosferatu, Uma Sinfonia do Horror


TÍTULO: Nosferatu, Uma Sinfonia do Horror
TÍTULO ORIGINAL: Nosferatu, Eine Symphonie Des Grauens
ANO: 1922
DIRETOR: F. W. Murnau
DURAÇÃO: 92 min (1 hora e 32 min)

MELHOR ATOR/ATRIZ: Max Schreck (Conde Orlok/Nosferatu)


     Ao assistir a obra, fiquei perplexo com a habilidade que os cineastas já possuiam de realizar um verdadeiro gênero do terror em plena década de 20 e que ainda é capaz de provocar medo e tensão nos telespectadores mais céticos. Simplesmente, é um filme que merece com muita honra pertencer aos 1001 Filmes. Um dos melhores vistos até agora.

Max Schrek como Conde Orlok
     A trama se passa na cidadezinha de Wisdor, na Alemanha, onde vivem Hutter e sua amada esposa Ellen. Hutter é enviado a trabalho para o castelo do Conde Orlok, que procura uma casa para comprar na pequena cidade. Porém Hutter não imagina que seu anfitrião seja um ser incomum que demonstra um ávido interesse por sangue. O Conde mantém Hutter preso em sua torre e, à noite, persegue o pobre convidado. Em determinado momento, Orlok encontra uma fotografia de Ellen e fica obcecado por provar de seu sangue. Ele então parte rumo à cidade em busca da jovem.
     O filme é carregado de momentos aflitivos que culminam em um desfecho inusitado. Uma obra-prima do Expressionismo alemão e que merece destaque na história do cinema mundial. Creio ser este um dos filmes essenciais que um indivíduo dever assistir pelo menos uma vez na vida.
   É interessante notar que esta é a primeira obra da lista a apresentar um indício de vozes, mais precisamente a reprodução de suspiros das personagens.
     Muitos acreditam que Nosferatu seja o pai do Drácula, porém a história de Conde Orlok é apenas uma adaptação cinematográfica da própria obra "Drácula", de Bram Stoker. A diferença está nos nomes das personagens que foram modificados, já que os herdeiros do direitos autorais de "Drácula" não permitiram uma adaptação fiel para o cinema. Porém, a família de Stoker não imaginava que "Nosferatu" seria um sucesso cinematográfico milionário, capaz de influenciar centenas de outros filmes de vampiros.

O Expressionismo alemão marcante em "Nosferatu"

Nota: 9,0

15 filmes assistidos. 986 ainda por vir..

Próximo filme: "Häxan - A Feitiçaria Através dos Tempos"(1923)


14º Filme: Nanook, O Esquimó


TÍTULO: Nanook, o esquimó
TÍTULO ORIGINAL: Nanook Of The North
ANO: 1922
DIRETOR: Robert J. Flaherty
DURAÇÃO: 77 min (1 hora e 17 min)

MELHOR ATOR/ATRIZ: nenhum


     Um filme curto, sem enredo e essencialmente verídico define um documentário. "Nanook, O Esquimó" apresenta todas essas características ao nos apresentar Nanook e sua família, que vivem no extremo norte do Alasca. A história busca retratar o cotidiano dessa família que luta para sobreviver em uma natureza hostil, com condições climáticas esmagadoras.
     Cenas de caça, construção de iglu, navegação em mares congelados e a incessante busca por comida em uma região onde há escassez de alimentos. Ao assistir, fiquei chocado com o fato de o ser humano conseguir suprir suas necessidades com a menor quantidade de recursos da natureza: Nanook usa vegetações rasteiras como combustível para fogueiras; óleo de baleia como manteiga e um pedaço de lago congelado como janela para seu iglu.

     É interessante compreender todos os problemas pelos quais a equipe de produção passou para poder cocluir o filme. O diretor Robert Flaherty, em uma de suas expedições ao Ártico, decidiu levar sua câmera e lá passou a gravar cenas cotidianas e paisagens. Após concluir uma série de gravações, Flaherty retorna ao continente e passa a exibir suas compilações em salas privadas. Porém, uma bituca de cigarro jogada acidentalmente queima todos os 9 mil metros de negativo  da obra de Flaherty. O diretor, então, retorna ao Alasca, mas dessa vez decide ficar seu trabalho na vida da família de Nanook, o que resulta na obra atual.

     Confesso que ao descobrir que se tratava de um documentário, fiquei um tanto receoso se iria gostar ou não do filme. No entanto, achei "bonzinho". Não foi a melhor obra mas me agradou em certos momentos. O que me incomodava era o fato de estar assistindo algo que, por não possuir enredo, não teria um "Começo-Meio-Fim", mas apenas uma compilação de cenas rotineiras (que não "levam a lugar nenhum").

Nota: 6,5

14 filmes completos. 987 ainda pela frente.

Próximo filme: "Nosferatu, Uma Sinfonia do Horror" (1922) - este sim um filme sobre vampiros (ao contrário de Les Vampires)..

sábado, 2 de julho de 2011

13º Filme: Dr. Mabuse


TÍTULO: Dr. Mabuse
TÍTULO ORGINAL: Dr. Mabuse, Der Spieler
ANO: 1922
DIRETOR: Fritz Lang
DURAÇÃO: 234 min (3 horas e 54 min)

MELHOR ATOR/ATRIZ: Rudolf Klein-Rogge (Dr. Mabuse)


     Dr. Mabuse represena um outro marco no expressionismo alemão, assim como "O Gabinete do Dr. Caligari". O filme é carregado de contrastes entre o claro e o escuro e de ambiente sombrios.
     A trama retrata uma gangue liderada pelo Dr. Mabus, um homem capaz de cometer atrocidades e que faz uso de inúmeros disfarces para esconder sua identidade.
    Na cena inicial, Dr. Mabuse ordena a seus subordinados que roubem um importante tratado comercial entre Suíça e Holanda para gerar um caos na Bolsa de Valores e enriquecer rapidamente. O vilão ainda contrata um grupo de cegos para falsificar dólares americanos, satirizando assim a desvalorização do dinheiro na época.

Rudolf Klei-Rogge (Dr. Mabuse)
     Confesso que só passei a entender o que se passava no filme depois de uma hora já decorrida. Isso porque Dr. Mabuse faz uso de tantos disfarces, que deixam o telespectador confuso quanto a "quem é quem". Com o desenrolar da história, vemos o Advogado de Estado Norbert von Wenk perseguir a gangue de Mabuse, procurando um meio de pôr o autor dos crimes na cadeia.
     
     A obra é dividida em duas (intermináveis) partes, tendo a primeira 2 horas de duração, e a segunda, 1 hora e 50 min aproximadamente. Este é o primeiro filme da trilogia Dr. Mabuse, que conta ainda com "O Testamento de Dr. Mabuse" e sua sequência "Os Mil Olhos de Dr. Mabuse".
     
     Particularmente, achei um filme tedioso e muito confuso em determinados momentos, talvez pelo fato de os atores serem muito parecidos entre si. Levei algumas noites para assistir pois vivia caindo no sono nos primeiros 15 minutos. Não me agradou muito no geral, porém houve momentos em que fiquei um tanto empolgado com o rumo da narrativa. Gostei da parte em que Dr. Mabuse, após tantos disfarces, perde a própria identidade, levando-o à loucura. Outra cena marcante foi quando Dr. Mabuse, já perdido entre tantas identidades, é obrigado pelos fantasmas de todos que morreram por sua causa a jogar baralho com eles.

     A obra mistura o fantasioso com o ridículo, com cenas de hipnotismo, sequestro e nudez (embora eu não tenha visto nenhuma). Não foi um dos meus favoritos mas sei que ainda haverá filmes melhores. Não pensem que estes recentes comentários negativos a respeito das obras representem um desapreço por filmes antigos ou um sinal de um futuro abandono da proposta. Seguirei firme com ela e continuo amando qualquer tipo de filme, sejam eles antigos ou recentes.

Nota: 4,0

13 já foram. 988 ainda pela frente.

Próximo filme: "Nanook, O Esquimó" - um documentário de 1922

terça-feira, 28 de junho de 2011

12º Filme: A Sorridente Madame Beudet


TÍTULO: A Sorridente Madame Beudet
TÍTULO ORIGINAL: La Souriante Madame Beudet
ANO: 1922
DIRETOR: Germaine Dulac
DURAÇÃO: 38 min

MELHOR ATOR/ATRIZ: nenhum


     Talvez, até agora, este tenha sido o filme mais sofrido de ser assistido. Para vocês terem uma noção da minha vintade de vê-lo, levei 3 noites para assistir um filme de 38 minutos! Isso porque a cada 10 minutos eu dormia, tamanha monotonia era a do filme.
     A trama se passa em uma pequena cidade provinciana, onde vivem a Madame Beudet e seu marido "passivo-agressivo". Ao contrário do que o título diz, Madame Beudet não é sorridente, mas sim uma mulher infeliz em um casamento tedioso. Seu marido tem variações de humor extremas, que vão de uma risada frenética a um jogo de roleta-russa com a pistola de sua mesa. Ele apenas faz isso para impressionar, porém todos sabem que não há uma única bala na arma.
     Certa noite, Madame Beudet - sozinha em casa - decide por um fim a tudo, carregando a arma por completo na esperança de que seu marido se suicide acidentalmente. No entanto, o remorso toma conta da protagonista, o que leva a história a um desfecho...decepcionante!
     Pessoalmente, não gostei do filme. Achei extremamente longo, embora tenha apenas 38 minutos de duração. Foram 38minutos do meu tempo desperdiçados em um filme do qual até me arrependi de ter gravado em DVD. Porém eu já imaginava que nem todos seriam bons e tenho certeza que filmes piores ainda estão por vir...

Nota: 0,0

12 já foram. 989 pela frente...

Próximo filme: "Dr. Mabuse" (1922)