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terça-feira, 15 de novembro de 2011

22º Filme: Ouro e Maldição

TÍTULO: Ouro e Maldição
TÍTULO ORIGINAL: Greed
ANO: 1924
DIRETOR: Erich von Stroheim
DURAÇÃO: 234 min (3 horas e 54 min)

MELHOR ATOR/ATRIZ: Zasu Pitts (Trina Sieppe)


     Baseado no romance "McTeague" de Frank Norris, "Ouro e Maldição" é a segunda obra de Erich von Stroheim a figurar na lista dos 1001 Filmes. Ao contrário de "Esposas Ingênuas", esta narrativa apresenta uma trama muito bem elaborada, fielmente adaptada ao romance de Norris, com a bela atuação de Zasu Pitts,que interpreta a gananciosa Trina.

       A história da produção deste filme é curiosa, pois o projeto inicial do diretor era de aproximadamente 9 horas. Após a ajuda de um amigo, Stroheim conseguiu reduzir o longa para 18 rolos, ou seja 4 horas de duração. Seu resultado final foi então tirado de suas mãos e entregue a um montador que o reduziu para 140 minutos (2 horas e 20 min), o que Stroheim considerou como "uma mutilação de seu trabalho sincero pelas mãos dos executivos da MGM". Posteriormente, em 1999, um restaurador reeditou o filme para as 4 horas que Stroheim tanto queria. Essa reconstituição foi feita a partir de stills da produção original e do roteiro de filmagem de Von Stroheim.

A gananciosa Trina
       A trama gira em torno da ascenção e queda do dentista John "Mac" McTeague, que deixou sua cidadezinha mineradora para se tornar dentista em São Francisco. Lá ele conhece Marcus, seu amigo e futuro rival e Trina, por quem se apaixona. McTeague se casa com Trina e esta ganha na loteria, levando ambos à uma prosperidade plena. No entanto, a ganância sobe à cabeça de Trina que começa a poupar cada dinheiro de sua renda, enquanto McTeague tem sua licença para praticar odontologia negada, o que significa o fim de sua carreira e um desemprego que acabaria com a felicidade do casal. Trina torna-se cada vez mais gananciosa e Mac cai em uma espiral massacrante de bebedeira e violência à mulher.
         
Uma das cenas mais famosas do filme é a de Trina despejando todo seu ouro na cama e deitando-se sobre ele, seu bem mais precioso. Paralelamente ao enredo inicial, há pequenas histórias de vizinhos e conhecidos que complementam a história como humor e suspense.

A impressionante cena final de "Ouro e Maldição"
no Vale da Morte
      "Ouro e Maldição" é uma verdadeira roda da fortuna para McTeague e sua mulher, que iniciam sua vida de casal com uma estabilidade financeira mas terminam em um desfecho amargo no Vale da Morte, uma região desértica da Califórnia. 
      Particularmente, não achei um filme ruim, embora seja extenso. Devo confessar que estava meio receoso de assistir a um segundo filme de Von Stroheim depois de minha experiência com "Esposas Ingênuas", mas achei esta narrativa interessante que explora excepcionalmente a influência devastadora do capital na vida de um casal feliz. A versão a que assisti é a reconstituição de 1999,que contém sequências colorizadas, principalmente em todas as imagens que apresentam o ouro como uma reluzente preciosidade.


O ouro reluzente, colorizado na reconstituição de 1999

Nota: 8,0

22 filmes vistos: 979 ainda por vir...

Próximo filme: "Sherlock Jr." (1924), outro clássico de Buster Keaton.









sexta-feira, 22 de julho de 2011

17º Filme: Esposas Ingênuas

TÍTULO: Esposas Ingênuas
TÍTULO ORIGINAL: Foolish Wives
ANO: 1922
DIRETOR: Erich von Stroheim
DURAÇÃO: 121 min (2 horas e 21 min)

MELHOR ATOR/ATRIZ: nenhum



     "Esposas Ingênuas" foi o primeiro filme a ultrapassar o orçamento de US$ 1 milhão e, com certeza, foi o primeiro da lista a me deixar 100% entediado! Personagens mal representadas, gastos excessivos em cenário, trama pobre e um profundo desgosto pelo protagonista são alguns dos fatores que contribuíram para as minhas impressões da obra.
     A história se passa em Monte Carlo, onde Conde Karamzim e suas primas Olga e Vera Petchnikoff se fazem passar por membros da alta aristocracia russa para aplicar golpes financeiros em inocente mulheres casadas. A vítima do filme é a Sra. Hughes, casada com um embaixador americano em Mônaco.
Erich von Stroheim, como Conde Karamzim
     É interessante de se notar que durante a produção do filme, o ator que interpreta o embaixador morre de pneumonia. Por isso, sua personagem aparece metade do filme de costas, representada por um substituto. Porém, as cenas contém muitas falhas ao longo da obra o que lhe dá um ar de ridículo e pobre em conteúdo. Não recomendo!
     Não pude deixar de notar como o protagonista Sergius Karamzim - interpretado pelo próprio diretor - me irritava cada vez mais com passar dos minutos. Talvez fosse seu ar arrogante ou sua má atuação, mas de acordo com algumas pesquisas que fiz na internet, descobri que von Stroheim era uma pessoa difícil de lidar no set de filmagens e que ele foi o responsável pelos altos gastos com a produção.

Nota: 1,0

17 filmes vistos. 984 pela frente...

Próximo filme: "Nossa Hospitalidade" (1923)