domingo, 20 de novembro de 2011

25º Filme: Sete Oportunidades

TÍTULO: Sete Oportunidades
TÍTULO ORIGINAL: Seven Chances
ANO: 1925
DIRETOR: Buster Keaton
DURAÇÃO: 56 min

MELHOR ATOR/ATRIZ: Buster Keaton (James Shannon)


     Mais um hilário clássico de Buster Keaton, sempre com suas tramas simples e "odisseias cômicas" muito bem elaboradas e encenadas, dando um ritmo dinâmico nas cenas que geram risos.

     Dessa vez, Keaton interpreta um jovem rapaz sócio de uma firma prestes a falir. Milagrosamente, um tio distantete lhe deixa de herança a quantia de 7 milhões de dólares, o que significaria a salvação de sua empresa se não fosse um cláusula na herança que exiga que o herdeiro estivesse casado até as 7 horas de seu 27º aniversário. O prazo final era exatamente naquele mesmo dia e nosso protagonista deve correr atrás de uma noiva que aceite se casar com ele até as 7 horas.
     Com uma trama muito bem elaborada, "Sete Oportunidades" apresenta cenas marcantes que geram risos em toda  plateia, como a igreja abarrotada de mulheres dispostas a se casar com James, enquanto ele dorme no banco da mesma igreja, sem perceber a multidão de noivas à sua espera.
     Outra cena-chave para o humor do filme é a sequência onde Buster Keaton é perseguido por noivas ensandecidas e por uma avalanche de pedras. Novamente uma brilhante obra de Buster Keaton, digna de pertencer ao gênero comédia dos 1001 filmes. 

Nota: 9,5

25 vistos: 976 restantes..

Próximo filme: "O Fantasma da Ópera" (1925) - primeira adaptação cinematográfica do clássico de Gaston Leroux.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

24º Filme: A Última Gargalhada

TÍTULO: A Última Gargalhada
TÍTULO ORIGINAL: Der Letzte Mann
ANO: 1924
DIRETOR: F. W. Murnau
DURAÇÃO: 87 min (1 hora e 27 min)

MELHOR ATOR/ATRIZ: Emil Jannings (o porteiro)



     "A Última Gargalhada" é o primeiro dos 1001 Filmes a ser narrado praticamente sem nenhum intertítulo que transcreva um diálogo, apenas um no começo do filme, e um epílogo informando o desfecho da história.
     Com uma trama extremamente simples, o filme é focado na vida do porteiro do Hotel Atlantic, interpretado em uma brilhante atuação por Emil Jannings. Homem respeitado pelos moradores de sua comunidade devido a seu cargo, o porteiro tem sua vida alterada quando recebe uma carta de seus superiores informando-lhe que ele seria rebaixado para um cargo inferior por causa de sua idade avançada. O porteiro, agora trabalhando como assistente de toilet, sente uma profunda vergonha de sua nova ocupação e decide ocultar sua nova realidade de sua família e amigos. Logo a verdade vem à tona e o porteiro não suporta tamanha humilhação.
     De acordo com o roteiro original do diretor F. W. Murnau, o filme terminaria de forma triste, onde o porteiro se refugia no banheiro do hotel e ali aguarda sua morte amargamente. Porém, por interferências da UFA, a história teve um segundo final: feliz e totalmente inverossímil, nas palavras do próprio Murnau. Nesse final, um magnata hospedado no hotel deixa sua herança para o pobre porteiro, que se torna um milionário gentil e simpático, em contraste com sua amargura inicial durante o filme.
Emil Jannings como o porteiro rebaixado à
ajudante de banheiro
     Em minha opinião, por se tratar de uma obra com um enredo simples, merecia um final possível, ou no mínimo crível. Confesso que estava torcendo para que a vida do protagonista sofresse uma reviravolta e tivesse um final feliz, porém não tão incoerente com a realidade.
     Destaque para a bela atuação de Emil Jannings, que incorpora o sofrimento da personagem de forma surpreendente e que viria a ser, anos depois, o primeiro ganhador de um Oscar na categoria Melhor Ator por sua participação em  "O Último Comando". 


Nota: 6,5

24 vistos: 977 ainda pela frente...

Próximo filme: "Sete Oportunidades" (1925)

terça-feira, 15 de novembro de 2011

23º Filme: Sherlock Jr.


TÍTULO: Sherlock Jr.

TÍTULO ORIGINAL: Sherlock Jr.
ANO: 1924
DIRETOR: Roscoe Arbuckle/Buster Keaton
DURAÇÃO: 44 min

MELHOR ATOR/ATRIZ: Buster Keaton (Sherlock Jr.)




     Considerado o menor longa-metragem de Keaton, Sherlock Jr. é uma excelente obra, com uma trama simples mas muito bem elaborada e com efeitos óticos que maravilham o mais cético dos espectadores.
     No plano da realidade, vemos nosso protagonista - um projecionista e aspirante a detetive - que é acusado injustamente de roubar o pai de sua namorada. O verdadeiro ladrão é um outro pretendente da jovem que arma uma maneira de incriminar o pobre projecionista. No trabalho, o protagonista adormece e adentra o plano do fantasioso, onde consegue entrar em uma tela de cinema em uma fantástica sequência de efeitos visuais e se tornar Sherlock Jr - o segundo melhor detetive do mundo, cuja função é descobrir quem é o culpado pelo roubo de um colar de pérolas.
     Nessa curta obra de 44 minutos, Buster Keaton consegue divertir o espectador com sequências rápidas e acrobacias impressionantes, numa das quais ele conseguiu fraturar seu pescoço sem perceber. Trocas de cenário, expressões faciais típicas e  gags próprias de Keaton contribuem para o ar divertido e simples que suas obras proporcionam ao espectador.
     Em uma análise psicológica, "Sherlock Jr." adota uma temática mais complexa, refletindo sobre o tema do duplo, onde o protagonista busca obter sucesso no plano imaginário, uma vez que não é capaz de atingi-lo na realidade comum.
     Diverti-me muito ao assistir este filme que superou minhas expectativas. Uma obra mais cômica que "Nossa Hospitalidade" e, por sua vez, precursora de muitos efeitos especiais e situações humorísticas que abririam espaço futuramente para seus sucessores do gênero da comédia.

Nota: 9,5

23 filmes vistos: 978 pela frente...


Próximo filme: "A Última Gargalhada" (1924)

22º Filme: Ouro e Maldição

TÍTULO: Ouro e Maldição
TÍTULO ORIGINAL: Greed
ANO: 1924
DIRETOR: Erich von Stroheim
DURAÇÃO: 234 min (3 horas e 54 min)

MELHOR ATOR/ATRIZ: Zasu Pitts (Trina Sieppe)


     Baseado no romance "McTeague" de Frank Norris, "Ouro e Maldição" é a segunda obra de Erich von Stroheim a figurar na lista dos 1001 Filmes. Ao contrário de "Esposas Ingênuas", esta narrativa apresenta uma trama muito bem elaborada, fielmente adaptada ao romance de Norris, com a bela atuação de Zasu Pitts,que interpreta a gananciosa Trina.

       A história da produção deste filme é curiosa, pois o projeto inicial do diretor era de aproximadamente 9 horas. Após a ajuda de um amigo, Stroheim conseguiu reduzir o longa para 18 rolos, ou seja 4 horas de duração. Seu resultado final foi então tirado de suas mãos e entregue a um montador que o reduziu para 140 minutos (2 horas e 20 min), o que Stroheim considerou como "uma mutilação de seu trabalho sincero pelas mãos dos executivos da MGM". Posteriormente, em 1999, um restaurador reeditou o filme para as 4 horas que Stroheim tanto queria. Essa reconstituição foi feita a partir de stills da produção original e do roteiro de filmagem de Von Stroheim.

A gananciosa Trina
       A trama gira em torno da ascenção e queda do dentista John "Mac" McTeague, que deixou sua cidadezinha mineradora para se tornar dentista em São Francisco. Lá ele conhece Marcus, seu amigo e futuro rival e Trina, por quem se apaixona. McTeague se casa com Trina e esta ganha na loteria, levando ambos à uma prosperidade plena. No entanto, a ganância sobe à cabeça de Trina que começa a poupar cada dinheiro de sua renda, enquanto McTeague tem sua licença para praticar odontologia negada, o que significa o fim de sua carreira e um desemprego que acabaria com a felicidade do casal. Trina torna-se cada vez mais gananciosa e Mac cai em uma espiral massacrante de bebedeira e violência à mulher.
         
Uma das cenas mais famosas do filme é a de Trina despejando todo seu ouro na cama e deitando-se sobre ele, seu bem mais precioso. Paralelamente ao enredo inicial, há pequenas histórias de vizinhos e conhecidos que complementam a história como humor e suspense.

A impressionante cena final de "Ouro e Maldição"
no Vale da Morte
      "Ouro e Maldição" é uma verdadeira roda da fortuna para McTeague e sua mulher, que iniciam sua vida de casal com uma estabilidade financeira mas terminam em um desfecho amargo no Vale da Morte, uma região desértica da Califórnia. 
      Particularmente, não achei um filme ruim, embora seja extenso. Devo confessar que estava meio receoso de assistir a um segundo filme de Von Stroheim depois de minha experiência com "Esposas Ingênuas", mas achei esta narrativa interessante que explora excepcionalmente a influência devastadora do capital na vida de um casal feliz. A versão a que assisti é a reconstituição de 1999,que contém sequências colorizadas, principalmente em todas as imagens que apresentam o ouro como uma reluzente preciosidade.


O ouro reluzente, colorizado na reconstituição de 1999

Nota: 8,0

22 filmes vistos: 979 ainda por vir...

Próximo filme: "Sherlock Jr." (1924), outro clássico de Buster Keaton.









segunda-feira, 14 de novembro de 2011

21º Filme: A Greve

TÍTULO: A Greve
TÍTULO ORIGINAL: Stachka
ANO: 1924
DIRETOR: Sergei M. Eisenstein
DURAÇÃO: 94 min (1 hora e 34 min)

MELHOR ATOR/ATRIZ: nenhum


     "A Greve" marca a entrada do revolucionário diretor Sergei Eisenstein para a história do cinema soviético. Ela introduz às telas uma filosofia marxista de estética construtivista, repleto de cenas e conflitos sociais e simbolismos visuais.
     A história se passa em um distrito industrial na Rússia onde vive uma classe de trabalhadores insatisfeitos com suas condições nas fábricas. Após o suicídio de um colega de trabalho, que foi acusado injustamente de roubo por seus patrões,  o espírito revolucionário dos operários começa a fervilhar e inicia-se um levante do proletariado contra seus patrões desonestos e gananciosos.
     O filme é dividido em 6 partes que contam o desenvolvimento da greve dos operários, desde sua insatisfação inicial a seu desfecho impactante. Nessa obra, Eisenstein cria um ambiente tenso com imagens marcantes e comparações visuais nunca antes vistas no cinema. É interessante notar que em "A Greve", não há um protagonista no qual a obra gira em torno, mas sim uma grande massa de operários e seus rivais patrões. A trama não é focada em um único indivíduo mas no proletariado como um todo.
Comparações visuais na obra. Nesse caso, a interação de
 imagens do espião "O Coruja" e de uma própria coruja
     Fiquei muito intrigado e envolvido com a obra durante as três primeiras partes e o final, porém ao chegar nas partes 4 e 5, senti que a narrativa perdeu seu fluxo lógico, ou seja, perdi-me na história durante essas 2 partes intermediárias. No entanto, gostei muito das inovações visuais criadas pelo diretor, dos efeitos especiais e das cenas impactantes que concluem a obra, como um oficial de justiça atirando uma criança inocente do alto de um prédio ou mesmo a correlação entre o massacre final da guarda montada sobre os operários e fortes cenas de animais sendo abatidos em um abatedouro. 
     

Insatisfações incitam os operários a agir
     Tudo isso contribui para a construção de uma obra que seria a primeira de uma série de filmes nunca concluídos que ilustrariam a ascensão da filosofia marxista-lenista em uma nação fragilizada por conflitos internos e externos. "A Greve" é uma obra repleta de características únicas de Eisenstein, que seriam aproveitadas posteriormente em suas subsequentes obras mais famosas, como "O Encouraçado Potemkin" e "Outubro".

Nota: 6,0

21 obras vistas. 980 pela frente...

Próximo filme: "Ouro e Maldição" (1924)
     

domingo, 13 de novembro de 2011

20º Filme: O Ladrão de Bagdá


TÍTULO: O Ladrão de Bagdá
TÍTULO ORIGINAL: The Thief of Bagdad
ANO: 1924
DIRETOR: Douglas Fairbanks
DURAÇÃO: 140 min (2 horas e 20 min)

MELHOR ATOR/ATRIZ: Anna May Wong (escrava mongol)


  "O Ladrão de Bagdá" é sem dúvida alguma o filme mais impressionante de todos os vistos até agora em termos de cenografia. Filmado em uma locação de 6,5 acres - a maior da história de Hollywood - , Fairbanks construiu uma narrativa com efeitos especiais impressionantes para a época. Na obra, constam tapetes voadores, cavalos alados, efeitos de invisibilidade, cordas mágicas, palácios submarinos e montros míticos.
     A história se passa em Bagdá e é focada na vida do ladrão Ahmed, cujo divertimento é roubar as pessoas com seus truques e astúcia. Ahmed então se apaixona pela princesa do império, assim como ela por ele. Dá-se início então uma competição entre príncipes pela mão da jovem princesa em casamento. Cada pretendente deve partir em busca de um tesouro raro para poder conquistá-la. Ahmed, mesmo não pertencendo à realeza também entra na disputa, que marca o começo de uma magnífica odisseia na história do cinema.
     Merecem destaque ainda as impressionantes cenas com os exércitos gigantescos, precursores dos de O Senhor dos Aneis, e ainda a invasão do Império Mongol sobre a cidade de Bagdá.
    Tenho apenas uma crítica quanto ao enredo da história: se subtrairmos o figurino, a cenografia e o contexto histórico, obteremos uma história de amor entre um rapaz pobre e uma jovem princesa, algo que já se tornou muito comum e clichê na história do cinema, principalmente em Hollywood. Podemos encontrar diversos exemplos desse tipo de romance na telas nos mais variados contextos históricos e cenários.

"A felicidade deve ser merecida"


Nota: 8,5

20 filmes vistos: 981 pela frente...

Próximo filme: "A Greve" (1924)

domingo, 24 de julho de 2011

19º Filme: A Roda

TÍTULO: A Roda
TÍTULO ORIGINAL: La Roue
ANO: 1923
DIRETOR: Abel Gance
DURAÇÃO: 180 min (3 horas aproximadamente)

MELHOR ATOR/ATRIZ: nenhum

     Caros leitores, peço desculpas a todos pelo meu longo período de afastamento do blog. Não pensem que abandonei a proposta, apenas tive que me ocupar com outras de maior importância antes de retornar ao entretenimento.
     Infelizmente, meu retorno aos 1001 filmes não foi tão agradável, já que me deparei com um filme extremamente massante e dramático como "A Roda".
     A obra de Abel Gance se inicia com uma rápida sequência de imagens que retratam um acidente de trem onde uma jovem menina perde os pais e é encontrada por Sisif, um maquinista que decide adotá-la. Com o passar do tempo, Sisif e seu filho Elie começam a se apaixonar por Norma, a menina adotada 15 anos antes. Porém, a trama (sempre com um ar tenebroso) direciona o enredo pra um conflito exageradamente trágico e um desfecho com muito drama.
     Particularmente não gostei muito da estrutura da obra e muito menos de seu desenvolvimento, mas devo confessar que as referências a clássicos da literatura, misturadas às novas técnicas modernistas do filme, deram uma característica única, nunca antes vista no cinema europeu. Os conflitos de Sisif podem ser relacionados aos tormentos de Édipo (da tragédia grega Édipo Rei de Sófocles), uma vez que Sisif teme desejar uma relação incestuosa com sua filha adotiva e ainda a sua cegueira, causada por um acidente de trem. Ambos os temas, a cegueira e o incesto, são os problemas que Édipo enfrenta durante a tragédia de Sófocles. Visto que Édipo Rei é um de meus livros favoritos, não pude deixar de notar essas semelhanças com a obra.
     Outro tema que me intrigou bastante no filme foi a constante presença do elemento "roda", que admite muitos significados na trama, como por exemplo a Roda da Fortuna, que representa um equilíbrio entre sorte e azar na vida de um indivíduo. A roda também representa o trem, a modernidade, a vanguarda futurista e a roda do destino.

Nota: 2,0

19 filmes vistos. 982 pela frente..

Próximo filme: "O Ladrão de Bagdá" (1924)

sábado, 23 de julho de 2011

18ª Filme: Nossa Hospitalidade

TÍTULO: Nossa Hospitalidade
TÍTULO ORIGINAL: Our Hospitality
ANO: 1923
DIRETOR: John G. Blystone e Buster Keaton
DURAÇÃO: 74 min (1 hora e 14 min)

MELHOR ATOR/ATRIZ: Buster Keaton (Willie McKay)


     "Nossa Hospitalidade" foi um filme rápido e agradável de assistir, de fácil entendimento e com a pitada de humor mesclada à dramatização que só Buster Keaton conseguia representar.
      O filme é composto por um prólogo que apresenta ao telespectador uma rixa entre duas famílias em 1810, os Canfield e os McKay. Cada membro das famílias jura vingança pela morte de um familiar próximo. 20 anos mais tarde, o jovem McKay descobre que tem direito à casa que pertencia a seus pais e parte em uma clássica viagem de trem, sem saber que a caçula dos Canfield está sentada ao seu lado. Ambos, sem saber da rixa entre seus antepassados, tornam-se amigos, o que pode ser perigoso para o jovem McKay.
     Com um final inesperado e cenas cômicas, Keaton constrói uma trama simples, porém divertida. Um bom filme que recomendo a todos.

     Confesso que o humor exagerado da obra não me fez dar risadas, mas se o telespectador se colocar na posição de um indivíduo da década de 20, perceberá que o filme foi hilário para a época.


Nota: 7,5

18 filmes vistos. 983 pela frente..

Próximo filme: "A Roda" (1923)

sexta-feira, 22 de julho de 2011

17º Filme: Esposas Ingênuas

TÍTULO: Esposas Ingênuas
TÍTULO ORIGINAL: Foolish Wives
ANO: 1922
DIRETOR: Erich von Stroheim
DURAÇÃO: 121 min (2 horas e 21 min)

MELHOR ATOR/ATRIZ: nenhum



     "Esposas Ingênuas" foi o primeiro filme a ultrapassar o orçamento de US$ 1 milhão e, com certeza, foi o primeiro da lista a me deixar 100% entediado! Personagens mal representadas, gastos excessivos em cenário, trama pobre e um profundo desgosto pelo protagonista são alguns dos fatores que contribuíram para as minhas impressões da obra.
     A história se passa em Monte Carlo, onde Conde Karamzim e suas primas Olga e Vera Petchnikoff se fazem passar por membros da alta aristocracia russa para aplicar golpes financeiros em inocente mulheres casadas. A vítima do filme é a Sra. Hughes, casada com um embaixador americano em Mônaco.
Erich von Stroheim, como Conde Karamzim
     É interessante de se notar que durante a produção do filme, o ator que interpreta o embaixador morre de pneumonia. Por isso, sua personagem aparece metade do filme de costas, representada por um substituto. Porém, as cenas contém muitas falhas ao longo da obra o que lhe dá um ar de ridículo e pobre em conteúdo. Não recomendo!
     Não pude deixar de notar como o protagonista Sergius Karamzim - interpretado pelo próprio diretor - me irritava cada vez mais com passar dos minutos. Talvez fosse seu ar arrogante ou sua má atuação, mas de acordo com algumas pesquisas que fiz na internet, descobri que von Stroheim era uma pessoa difícil de lidar no set de filmagens e que ele foi o responsável pelos altos gastos com a produção.

Nota: 1,0

17 filmes vistos. 984 pela frente...

Próximo filme: "Nossa Hospitalidade" (1923)

terça-feira, 19 de julho de 2011

16º Filme: Häxan - A Feitiçaria Através dos Tempos

TÍTULO: Häxan - A Feitiçaria Através dos Tempos
TÍTULO ORIGINAL: Häxan
ANO: 1923
DIRETOR: Benjamin Christensen
DURAÇÃO: 105 min (1 hora e 45 min)

MELHOR ATOR/ATRIZ: nenhum


     Primeiramente, gostaria de pedr desculpas a todos que acompanham o blog por minha ausência nessas últimas semanas. Desejo apenas ressaltar que agora voltarei ao ritmo normal com minha proposta.
     Ao assistir Häxan, fiquei um tanto sem palavras para descrever a obra. Ela é um misto de documentário com terror, repleto de cenas chocantes e com uma mensagem final que nos deixa com um ponto de interrogação pairando no ar.
     O narrador (mudo) procura apresentar ao telespectador os mitos e as crenças no sobrenatural através dos tempos, desde a Antiguidade até a época da produção do filme. Por meio de encenações que mesclam o real com o fantasioso, somadas à relatos históricos e impressionantes efeitos visuais, Christensen compõe a obra que o inicia no mundo do cinema.
O demônio retratado no filme
     Häxan pode ser classificado como um gênero do terror primitvo, já que influenciou muitas obras futuras de temática sobrenatural, como O Exorcista. Nele, vemos um conflito entre o adoradores do demônio e a Igreja, que busca através da Inquisição eliminar bruxas e aqueles que realizam cultos satânicos. Portanto, vemos na obra explicações bem representadas de maldições, torturas, execuções, orgias demoníacas e etc.
     O filme é dividido em 7 capítulos, cada um contendo parte de uma história fictícia criada para retratar o demônio e seus terríveis atos, bem como a intolerância católica frente ao sobrenatural e seus métodos nada agradáveis para expurgar o mal.

     Devo confessar que levei um tempo para ver o filme, já que comecei a assistí-lo há algumas semanas mas não suportei ver mais de 20 minutos, tamanha era a monotonia. No entanto, decidi terminá-lo logo para poder prosseguir com o próximo filme e percebi que Häxan não era tão ruim quanto havia julgado ser antes. Achei uma obra com um tema muito discutido atualmente e com figurinos, maquiagens e demais efeitos visuais impressionantes para a época. Häxan desafiou o cinema convencional e talvez por isso tenha permanecido até hoje como um clássico do cinema mudo.

Nota: 7,0

16 filmes vistos. 985 pela frente ainda...

Próximo filme: Esposas Ingênuas (1922)