TÍTULO: O Fantasma da Ópera
TÍTULO ORIGINAL: The Phantom Of The Opera
ANO: 1925
DIRETOR: Rupert Julian/Lon Chaney
DURAÇÃO: 104 min (1 hora e 44 min)
MELHOR ATOR/ATRIZ: Lon Chaney (Erik/O Fantasma)
"O Fantasma da Ópera", baseado no livro homônimo do escritor francês Gaston Leroux, sempre foi uma de minhas histórias favoritas e confesso que estava ansioso para chegar até este filme. No entanto, a primeira adaptação do livro foi decepcionante em muitos aspectos.
O filme conta com cenários impressionantes da Universal Pictures, como o vasto submundo da Ópera de Paris, mas deixa a desejar com atuações "vazias", sem emoção e dotadas de exagero, salvo o antagonista Erik, interpretado por Lon Chaney de forma excelente.
A história se passa na Ópera de Paris, palco de grandes produções teatrais que atraem a elite parisiense do século XIX. Nos bastidores, surge a lenda do famoso Fantasma da Ópera que reside nos subterrâneos do teatro e que desenvolve uma fascinação pela jovem Christine Daae - interpretada pela irritante Mary Philbin. Há ainda a presença do insosso heroi Raoul, namorado de infância de Christine e que não tem função nenhuma na trama.
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Lon Chaney como o Fantasma da Ópera |
Erik, a verdadeira identidade do Fantasma, é uma criatura atormentada que vive escondido na escuridão do subsolo, longe das constantes humilhações sofridas em sua infância por causa de seu rosto deformado. Erik usa uma máscara que o caracteriza como O Fantasma e é interpretado brilhantemente pelo ator e co-diretor Lon Chaney.
Essa é considerada a mais fiel adaptação da obra de Gaston Leroux, porém, em minha opinião, é muito inferior à versão musical de Andrew Lloyd Webber de 2004, que apresenta Gerard Butler no papel do Fantasma e Minnie Driver como a pomposa Carlotta. Mesmo com a presença de Lon Chaney e dos cenários da Universal Pictures, o filme continua sendo uma obra trash. Contudo uma cena que me impressionou foi o uso de Technicolor de duas cores na cena do baile de máscaras, caracterizando a primeira cena colorida na história dos 1001 Filmes.
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Baile de Máscaras: a única cena colorida do filme |
Nota: 4,0
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Próximo filme: "O Encouraçado Potemkin" (1925)